• Nematoides em arroz: Problema à vista - 03/07/2018
  • Nematoides: importância e manejo - 03/07/2018
  • Controle por bactérias - 03/07/2018
  • FMC lança Campanha Comando Nematoide - 03/07/2018
  • Manejo de nematoides na cultura da batata - 02/07/2018
  • Sintomas do ataque e manejo de nematoide em cenoura - 02/07/2018
  • Manejo da podridão da coroa e do bulbo da cebola, causada por nematoide - 02/07/2018
  • Como combater os nematoides? - 25/06/2018
  • Quais culturas são afetadas pelos nematoides? - 25/06/2018
  • Os diferentes tipos de nematoides. - 25/06/2018
  • Manejo integrado de nematoides. - 25/06/2018
  • Quais danos os nematoides causam nas culturas? - 25/06/2018
  • O que são os nematoides? - 20/06/2018
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  • Nematoides em arroz: Problema à vista
  • A produção mundial de arroz (Oryza sativa L.) atinge anualmente 700 milhões de toneladas.
  • A produção mundial de arroz (Oryza sativa L.) atinge anualmente 700 milhões de toneladas. No Brasil, o Rio Grande do Sul se destaca como maior estado produtor, com área de 1,10 milhões de hectares destinadas ao cultivo de arroz irrigado, o que garante mais de 70% da produção nacional deste cereal. Apesar de os números se mostrarem expressivos, a demanda por aumento da produtividade das lavouras arrozeiras é cada vez mais constante, principalmente devido a importância social da cultura em relação a nutrição humana. Embora esta demanda seja premente, diversos problemas de ordem fitossanitária apresentam capacidade para limitar o potencial produtivo da cultura do arroz irrigado. Dentre estes fatores, os nematoides parasitos de plantas podem destacar-se no cenário orizícola. Estes microrganismos são especializados em infectar e prejudicar o crescimento do sistema radicular das plantas. Um dos principais grupos envolvidos neste processo é o dos nematoides das galhas, considerado de maior importância econômica na agricultura mundial. Este grupo pode parasitar número superior a duas mil espécies de plantas, sendo já catalogadas mais de 100 espécies pertencentes ao gênero. Apesar da grande diversidade que compõe este grupo e das várias espécies que podem atacar a cultura do arroz irrigado, Meloidogyne graminicola é a mais presente e prejudicial nas diferentes partes do globo. Estimativas apontam que o impacto causado por esse nematoide em lavouras de arroz irrigado em países Asiáticos pode chegar a 80%. Os sintomas relacionados à infecção causada por Meloidogyne sp. em arroz variam de acordo com o grau de resistência das plantas, com a densidade populacional do nematoide no solo e com as práticas de manejo utilizada nas lavouras. No entanto, os sintomas geralmente começam pela formação de galhas nas pontas das raízes (comumente conhecidas como cabo de guarda-chuva), que prejudicam significativamente o desenvolvimento do sistema radicular, refletindo na parte aérea e na fisiologia da planta. A infecção de nematoides nas raízes das plantas interfere diretamente no fluxo de absorção e transporte de água e nutrientes, podendo refletir em sintomas na parte aérea, tais como raquitismo, clorose, perda de vigor, retardo na maturação e redução no perfilhamento, o que prejudica o crescimento das plantas e pode causar redução substancial no rendimento da cultura. Frente a essa situação, nos últimos anos o Instituto Phytus tem realizado levantamentos em lavouras de arroz irrigado no estado do Rio Grande do Sul em parceria com a Basf e com a FMC em Santa Catarina, a fim de estudar a distribuição deste nematoide em regiões produtoras. Para isso, foram coletadas 112 amostras contendo solo e raiz em diversas lavouras comerciais de 11 municípios produtores do estado gaúcho (Rosário do Sul, Uruguaiana, Formigueiro, Mata, São Sepé, Itaqui, São Vicente do Sul, Alegrete, São Pedro do Sul, São Borja e Jaguari), e cinco municípios do estado de Santa Catarina (Turvo, Ermo, Timbé do Sul, Meleiro e Rio do Oeste). Nessas lavouras coletou-se uma amostra composta de plantas de arroz e solo proveniente de pelo menos cinco pontos de cada área, efetuados em caminhamento zigue-zague. Após isso, as amostras foram levadas ao laboratório de nematologia do Instituto Phytus, para identificação e quantificação de nematoides. Em laboratório as amostras coletadas foram submetidas a extração e a população estimada pela contagem, com uso de microscópio óptico. Determinou-se o número de nematoides em 200 cm³ de solo e em 10 gramas de raiz. Realizou-se a identificação de gênero através da montagem de laminas temporárias, seguida de observação, baseando-se em caracteres morfométricos de chaves taxonômicas. De acordo com os resultados, praticamente todos os municípios amostrados em ambos os estados, apresentaram a presença do nematoide das galhas em diferentes densidades populacionais. Nas amostras do Rio Grande do Sul houve variação entre 10 a 4.370 juvenis em 200 cm³ de solo, e nas raízes de 10 a 14.800 juvenis em 10 g de raiz. Nas amostras coletadas no estado de Santa Catarina a variação foi de 170 a 1.590 juvenis em 200 cm³ de solo e de 1.050 a 18.420 juvenis em 10 g de raiz. A média dos valores obtidos nos respectivos municípios demonstra uma variação populacional de 890 juvenis no solo e 1.810 nas raízes, referentes às amostras do estado do Rio grande do Sul. Nas amostras de Santa Catarina o valor médio foi de 540 juvenis no solo e 5.590 nas raízes (Gráfico 1). Gráfico 1 – Número médio de juvenis de Meloidogyne sp., encontrados em 200 cm³ de solo e 10 gramas de raízes nos diferentes municípios amostrados nos estados do RS e SC. Diante dos resultados prévios obtidos neste estudo verifica-se a elevada presença deste nematoide nas lavouras arrozeiras. Esses resultados levantam alguns questionamentos interessantes acerca dessa problemática. Uma das prováveis causas para a elevada ocorrência desse nematoide é o monocultivo de arroz com cultivares suscetíveis ao longo de anos, devido à dificuldade de se fazer rotação de culturas com plantas não hospedeiras, o que contribui significativamente para o rápido crescimento populacional desse nematoide no solo. Outra possível causa relaciona-se ao desconhecimento e a falta de diagnóstico do problema por técnicos e produtores, onde os danos causados pelo nematoide acabam não sendo vinculados, sendo os danos confundidos com outros eventos, tais como deficiências nutricionais, ataque de outros patógenos de solo (Orizophagos oryza- Bicheira-da-raiz), fitotoxidez causada por herbicidas ou até dano indireto por excesso de ferro no solo. Apesar de serem conhecidos todos os sintomas citados, a planta de arroz possui mecanismos de “plasticidade”, que lhe possibilitam adaptar-se a condições específicas de cultivo, onde características morfológicas iniciais sofrem mudanças para possibilitar a adaptação da planta para superar determinada situação de estresse, sendo um mecanismo natural de defesa. Em determinadas situações essa possível adaptação pode fazer com que os sintomas causados pelo ataque de nematoides sejam mascarados, não gerando reflexos na parte aérea, o que pode passar despercebido facilmente por produtores e técnicos. Outra possível explicação para que os sintomas na parte aérea das plantas sejam pouco expressivos reside na aplicação da adubação nitrogenada, pois o efeito do nutriente incide sobre o crescimento do tecido da planta, estimulando o ciclo vegetativo e, por consequência, obrigando a planta a emitir novas raízes. Isso tende a ocultar ou reduzir os danos causados pelo nematoide das galhas. O fato desses microrganismos não serem visíveis a olho nú e os principais sintomas iniciais da problemática ocorrerem no sistema radicular das plantas, ambiente “subterrâneo” de difícil visualização, também dificultam a observação dos sintomas a campo. Todos esses problemas de diagnose e identificação têm proporcionado condições favoráveis para o crescimento do nematoide das galhas nas áreas produtoras de arroz. Tendo em vista o potencial biótico deste grupo de nematoide e a alta capacidade de reprodução quando as condições ambientais são favoráveis, existe grande preocupação com o possível crescimento das populações nas lavouras de arroz irrigado. É muito importante a correta diagnose dos sintomas na propriedade, para que seja realizada a identificação e adotadas práticas de manejo para conter o aumento populacional desse microrganismo. A capacidade de movimentação desse microrganismo no solo é relativamente baixa, portanto, tanto no sistema de cultivo convencional como no pré germinado, a água e os implementos agrícolas desempenham um papel crucial na disseminação dos nematoides, podendo promover a sua movimentação para áreas ainda isentas, aumentando a extensão do problema. Novos estudos deverão ser realizados nesta safra, com o objetivo de obter um panorama geral da distribuição desse nematoide nas lavouras arrozeiras dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Além disso, torna-se necessário mensurar os impactos causados no rendimento da cultura, bem como alternativas de manejo que possibilitem auxiliar os produtores na diminuição dos danos causados por esse nematoide, que é considerado uma praga silenciosa e oculta, mas que merece total atenção devido a possibilidade de acarretar queda de produção e depreciação de lavouras. Paulo S. dos Santos e Bruna Hettwer Instituto Phytus Natalia Tobin Aita, Leonardo Dill Gularte, Felipe Frigo Pinto e Ivan F. Dressler da Costa Universidade Federal de Santa Maria Leandro Grimaldi Py FMC Fonte: Revista Cultivar - https://bit.ly/2KvN70Q
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  • 03/07/2018 |
  • Nematoides: importância e manejo
  • Uma importante restrição à produção agrícola sustentável é o impacto de pragas e doenças de solo. Nematoides estão entre as principais pragas agrícolas da atualidade.
  • Uma importante restrição à produção agrícola sustentável é o impacto de pragas e doenças de solo. Nematoides estão entre as principais pragas agrícolas da atualidade. Estima-se que os nematoides parasitos de plantas consomem aproximadamente 10% da produção agrícola global, levando a perdas econômicas anuais avaliadas, cautelosamente, em mais de U$125 bilhões. No Brasil, as nematoses estão entre as fitossanidades mais importantes nos cultivos a campo ou em sistema protegido. Os gêneros que ocorrem com mais frequência são Meloidogyne (nematoides das galhas), Pratylenchus (nematoide das lesões), Heterodera (nematoides de cistos),Rotylenchulus (nematoides reniformes) e Radopholus (nematoide cavernícola). No entanto, dentre todos os nematoides parasitos de plantas, é consenso entre os fitossanitaristas que o de galhas é o mais importante. Esse patógeno está disperso em vários ambientes em todo o mundo, causando perdas às principais culturas agrícolas. No Brasil, várias espécies têm sido relatadas em associação às principais plantas cultivadas, mas Meloidogyne incognita, M. javanica e M. enterolobii são, reconhecidamente, as espécies mais importantes em função dos prejuízos causados e ampla distribuição geográfica. Figura 1. Galhas raízes de abóbora - Meloidogyne incognita. Figura 2. Lesões em raízes de pimenta biquinho - Pratylenchus brachyurus Figura 3. Nematoide do cisto na soja Independente do gênero e do sintoma, o desenvolvimento do nematoide na planta afeta o funcionamento das raízes, prejudicando a absorção de água e nutrientes e resultando em redução no desenvolvimento da planta, murcha, clorose e menor produção. Além disso, podem ser os causadores de outras doenças radiculares, pois os ferimentos promovidos nas raízes facilitam a infecção por fungos e bactérias presentes no solo. Um exemplo disso é a bananeira, onde é comum a associação da presença do nematoide cavernícola e o mal-do-panamá, causado pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense. A dispersão de nematoides nas áreas de cultivo é principalmente por meio de material propagativo, tráfego de implementos agrícolas, animais e seres humanos, além do escoamento de água de chuva ou irrigação. Dessa forma, o uso de mudas certificadas é crucial para evitar a introdução e disseminação, conforme destacado no manuscrito publicado pelo Professor Dr. Ailton R. Monteiro (ESALQ-USP), em 1981: “Não se deve plantar nematoides”. Aliás, pela clareza de tal publicação e pelos ensinamentos nela contidos, deveria constituir leitura obrigatória a todos os fitossanitaristas, encontrando-se disponível em: http://docentes.esalq.usp.br/sbn/nbonline/ol%2005u/13-20%20pb.pdf. No plantio, os fundamentos do manejo integrado de nematoides têm sido tradicionalmente baseados na seleção de cultivares resistentes e aplicação de nematicidas e, na entressafra, a sucessão e rotação de culturas. Entretanto, como a demanda pela produção de alimentos tem aumentado, há situações em que práticas de rotação têm diminuído ao ponto de que muitas culturas são produzidas em monoculturas ou com períodos de rotação significativamente reduzidos, resultando no aumento das populações de nematoides. Resistência para um determinado nematoide parasito de plantas tem sido introduzida com êxito em algumas culturas, mas este processo é lento e a diversidade entre e intraespecífica no campo comprometem a eficiência do método. Consequentemente, houve dependência na aplicação de nematicidas para contribuir no manejo de nematoides parasitos de plantas, às vezes como parte de uma estratégia de manejo integrado. Entretanto, há limitações ambientais e sociais crescentes, levando ao desenvolvimento de métodos alternativos para o controle de nematoides. Tendo em vista que a erradicação dos fitonematoides é praticamente impossível, o manejo integrado utiliza-se de técnicas que visam mantê-los abaixo do nível populacional de dano econômico. Define-se manejo integrado de nematoides como a integração das diferentes medidas de controle, com o objetivo de maximizar a ação dos agentes, levando em consideração as características ecológicas e econômicas das culturas. Para assegurar que o regime mais apropriado para o manejo de nematoides seja adotado pelos produtores, a correta identificação de espécies de importância econômica é, portanto, crucial. Dessa forma, necessita-se inicialmente promover a identificação taxonômica dos fitonematoides envolvidos na cultura, bem como da sua importância, aspectos biológicos, hábitos e hospedeiros. No manejo integrado, recomenda-se o uso de variedades resistentes, nematicidas registrados, agentes de controle biológico, sucessão e rotação de culturas com plantas não hospedeiras, incluindo os adubos verdes e plantas antagonistas, e pousio da terra por no mínimo 6 meses, eliminando todas as plantas voluntárias e plantas silvestres do local, já que a manutenção da população de nematoides na área de cultivo pode ocorrer através da sua sobrevivência em plantas daninhas e plantas voluntárias da cultura. A adição de matéria orgânica no solo na forma de torta de sementes, biomassa vegetal, resíduos agroindustriais e de animais e até mesmo lixo urbano, como detritos e resíduos de tratamento de esgoto, tem sido utilizada. A adição de material orgânico melhora as propriedades físico-químicas do solo, favorecendo o crescimento das plantas e tornando-as mais tolerantes ao ataque de nematoides. Também propicia o crescimento das populações de inimigos naturais dos nematoides. Além disso, a decomposição da matéria orgânica libera compostos altamente tóxicos aos fitonematoides, como por exemplo, amônia e ácidos graxos, que se formam durante sua decomposição, além da incorporação de mais nutrientes que serão aproveitados pela cultura. Com relação a escolha da melhor opção de plantas na rotação ou sucessão visando o manejo dos nematoides, a Crotalaria spectabilis e C. breviflora são as mais indicadas do ponto de vista nematológico, em razão do grande espectro de nematoides que são controlados. Já o amendoim pode ser efetivo no controle de M. incognita e R. reniformis, mas causa aumento da densidade de P. brachyurus, com reflexos negativos na produção do amendoim, do algodão e da soja. As braquiárias (Brachiaria decumbens, B. brizantha e B. ruziziensis) e Panicum maximum são efetivas no controle de M. incognita e R. reniformis, mas, assim como o amendoim, causam aumento da densidade populacional de P. brachyurus. Com relação a mamona, no geral, há uma carência de investigações mais detalhadas sobre sua interação com nematoides. A maioria das pesquisas envolve a avaliação da eficiência das tortas e outros produtos derivados da mamona para o controle de nematoides, mas poucos estudos avaliam sua resistência às espécies de nematoides e possibilidade do uso do cultivo da mamona num programa de rotação ou sucessão de culturas. No entanto, sabe-se que a mamona é resistente ao nematoide de cisto e que as cultivares Íris, Coti, Guarani, Pernambucana, Sangue de Boi, Savana e IAC-80 são resistentes a três espécies de nematoides das galhas (M. javanica, M. incognita e M. paranaensis), mas há cultivares suscetíveis a Rotylenchulus reniformis e com reação intermediária à P. brachyurus. Fonte: Revista Cultivar - https://bit.ly/2u1yw26
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  • 03/07/2018 | Campinas
  • Controle por bactérias
  • Estratégia para manejar nematoides nos tomateiros
  • O tomateiro (Solanum lycopersicum L.) possui grande importância econômica, sendo um dos mais cultivados e consumidos devido a inúmeros fatores como versatilidade quanto ao uso, valor nutritivo e comercial (Fernandes et al, 2007). Os patógenos de solo possuem grande importância para essa cultura pelos danos causados e pelas dificuldades no controle. Destacam-se os nematoides parasitos de plantas, que em muitos casos inviabilizam a produção e o cultivo em áreas infestadas. As plantas de tomateiro quando atacadas severamente pelo nematoide das galhas, Meloidogyne spp., apresentam o sistema radicular completamente desorganizado e com poucas raízes funcionais. Em altas infestações no início da cultura tende a ocorrer a morte de mudas no campo, e nas plantas sobreviventes a produção é fortemente afetada em quantidade e qualidade (Charchar & Aragão, 2005). Para o manejo destes parasitas de plantas, frequentemente se recorre ao controle químico, que tem seu uso cada vez mais limitado. Neste sentido, o controle biológico surge como uma alternativa viável para o manejo de fitonematoides. As actinobactérias constituem importante grupo de bactérias, pertencentes à classe Actinobactéria, aeróbicas estritas, comumente encontradas no solo. O gênero Streptomyces é o mais estudado entre as actinobactérias, sendo conhecidas mundialmente pela capacidade de produção de antibióticos (Padilha, 1998), enzimas líticas e pela decomposição da matéria orgânica, (Getha et al, 2005). Estudos têm demonstrado o potencial das actinobactérias como agentes de controle biológico dos nematoides M. javanica, M. incognita, Rotylenchulus reniformis e Pratylenchus penetrans (Jonathan et al, 2000; Coimbra et al, 2004; Sousa et al, 2006). Existe uma grande diversidade de metabólitos secundários produzidos pelas actinobactérias, que pode ter efeito nematicida (Pollak & Berger, 1996; Blackburn et al, 1996; Garabedian & Van Gundy, 1983). Com o objetivo de avaliar o controle de Meloidogyne javanica na cultura do tomateiro com actinobactérias foram instalados experimentos in vitro e in vivo no Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, no município de Cruz das Almas. Para o experimento in vitro foram avaliados 17 isolados de actinobactérias e dois controles (água destilada e meio de cultura), adicionando-se 50µl de uma suspensão contendo 25 juvenis de M. javanica juntamente com 500µl de meio de cultura líquido contendo os metabólitos produzidos pelos isolados de actinobactérias, sendo este ensaio incubado por 24 horas, 48 horas e 72 horas, para avaliação da porcentagem de nematoides imóveis e mortos. Para avaliar o efeito das actinobactérias no controle de M. javanica em mudas de tomateiro cultivadas em substrato comercial foi instalado um experimento em casa de vegetação com os mesmos isolados de actinobactérias citados anteriormente e um controle, em mudas de tomateiro inoculadas com M. javanica e sem inoculação com M. javanica. O substrato foi enriquecido com as actinobactérias e incubado em sacos de polietileno, por 40 dias, a temperatura ambiente e com a umidade mantida próxima à capacidade de campo. Após este período de incubação, o tomateiro foi semeado e 15 dias depois da germinação das sementes de tomateiro foi feita a inoculação das mudas com três mil ovos e/ou juvenis por planta de M. javanica. Na coleta das plantas, avaliaram-se a altura, o diâmetro do caule, a massa seca da parte aérea e das raízes e o nível de dano (número de galhas e massa de ovos por planta e por grama de raízes) causado pelo nematoide. Houve efeito nematicida proporcionado pelos metabólitos produzidos por todos os isolados de actinobactérias, sendo observada taxa de mortalidade dos nematoides acima de 50%. Os isolados de actinobactérias que causaram as maiores porcentagens de mortalidade do nematoide M. javanica foram: BFT 4, BFT 11, BFT 41, PD3, BFT 58, BFT 25, que apresentaram 88,85%, 87,27%, 86,85%, 86,12%, 85,75% e 85,57%, respectivamente (Tabela 1). O efeito dos metabólitos secundários na motilidade e mortalidade dos nematoides varia de acordo com o isolado de actinobactéria. Além disso, diferença intrínseca entre as espécies de actinobactérias, bem como outras características do meio de crescimento, (pH, temperatura e disponibilidade de nutrientes), pode interferir tanto na quantidade quanto na composição dos metabólitos produzidos (Moura et al, 1998). Estas características podem ter influenciado, em parte, o diferente grau de mortalidade proporcionado pelos isolados de actinobactérias testados. Houve diferença significativa para o número de galhas e massa de ovos das raízes das mudas de tomateiro cultivadas no substrato, quando comparados com as raízes de mudas cultivadas em substrato sem actinobactérias (Tabela 2). Ocorreu redução de até 42,7% (BFT 104) no número de galha/planta em relação à testemunha inoculada com nematoides. Os isolados de actinobactérias BFT 7, BFT 26, BFT 41, BFT 58, BFT 66, BFT 71, BFT 88, BFT 104, BFT 106 e PD3 promoveram importante diminuição do número de galhas. Os isolados PD3, BFT 26 e BFT 104 reduziram a massa de ovos por planta nas raízes de tomateiro em 61,9%, 62,3% e 68,4%, respectivamente. Em relação à massa de ovos por grama de raiz, todos os isolados apresentaram efeito nematicida, com redução de até 76,4% (Tabela 2). O isolado BFT 104 se destacou entre os demais, com as maiores porcentagens de redução do número de galhas/plantas, galhas/g raiz, massa de ovos/planta e massa de ovos/g raiz. A redução na massa de ovos possui efeito direto no ciclo do nematoide e na redução da sua população no solo, sendo uma estratégia de controle deste patógeno. O substrato utilizado foi infestado e incubado por 40 dias antes do plantio com as actinobactérias. Durante a incubação pode ter ocorrido a produção de enzimas extracelulares e metabólitos secundários no substrato, o que provocou a redução na infectividade dos nematoides nas raízes de tomateiro. Não houve interação significativa entre a inoculação do substrato com os isolados de actinobactérias e a inoculação ou não com nematoides para os parâmetros altura das plantas, diâmetro caulinar e massa seca da parte aérea. Entretanto, obteve-se interação para a massa seca das raízes, com maior produção de massa seca de raízes das plantas de tomateiro inoculadas com nematoides e cultivadas em substrato tratado com actinobactérias (Tabela 3). O incremento no desenvolvimento do sistema radicular das plantas de tomateiro, na presença dos nematoides, pode ser explicado pela maior oferta de nutrientes no substrato para serem absorvidos pelas raízes das plantas, favorecendo a formação de raízes secundárias, o que contribuiu para o melhor desenvolvimento do sistema radicular e aumento da infecção e formação de galhas. A planta torna-se mais tolerante e com alterações metabólicas que podem favorecer o crescimento das raízes. A utilização de agentes biológicos constitui uma estratégia com resultados positivos contra patógenos do solo para os quais as medidas de controle são restritas. Assim, os resultados destes trabalhos demonstraram que as actinobactérias têm grande potencial para o biocontrole de M. javanica na cultura do tomateiro. Fonte: Revista Cultivar - https://bit.ly/2KNS0P2
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  • 03/07/2018 | Campinas
  • FMC lança Campanha Comando Nematoide
  • A FMC Agricultural Solutions participará de mais uma edição do InsectShow. O evento será realizado nos dias 4 e 5 de julho, em Ribeirão Preto-SP.
  • A FMC Agricultural Solutions participará de mais uma edição do InsectShow – Seminário sobre Controle de Pragas da Cana. O evento será realizado nos dias 4 e 5 de julho, em Ribeirão Preto-SP, e tem o propósito de apresentar inovações para profissionais ligados ao setor que estão em busca de maneiras de aumentar a rentabilidade de suas empresas de forma sustentável. Na ocasião, a companhia realizará o lançamento do projeto Comando Nematoide. A iniciativa tem como objetivo levar capacitação e informação técnica aos produtores do País sobre a prevenção e o controle efetivo dos nematoides. Em parceria com a DMLab, empresa referência em análises nematológicas, a FMC montou um laboratório móvel com as tecnologias necessárias para levar as melhores práticas e ferramentas para o manejo efetivo da praga. Em cada cidade percorrida, será realizado o evento técnico Comando Nematoide, onde serão abordados temas relevantes sobre o manejo da praga, como as melhores metodologias de coleta de solo e raiz, conferindo maior qualidade à amostra enviada ao laboratório, apresentação dos principais gêneros de nematoides e seus possíveis danos às culturas em questão e as melhores ferramentas para o controle integrado da praga. Um conjunto de técnicas que envolvem soluções químicas e biológicas para o controle efetivo dos nematoides na cultura. “O principal objetivo do projeto é levar ao agricultor informações que sejam relevantes para ajudá-lo no manejo integrado da praga e, para isso, a FMC irá disponibilizar um material técnico com cartilha sobre a praga e seu manejo, artigos, vídeos informativos, entre outros, por meio de um hotsite e um aplicativo exclusivos do projeto, onde também será possível realizar o cadastro para participar dos eventos, acompanhar o roteiro de visitas do laboratório móvel, esclarecer dúvidas e enviar notificações”, comenta o Gerente de Produto da FMC, Vinicios Faria. Durante o InsectShow, a equipe FMC lançará o projeto com foco em atingir os produtores de cana-de-açúcar, mas, nacionalmente, o Comando Nematoide passará pelos principais polos agrícolas produtores de soja, milho, algodão, feijão e café. Serão percorridos 10 estados e mais de 100 cidades em aproximadamente um ano. “Essa ação inovadora posiciona a FMC ainda mais como uma parceira dos produtores, oferecendo as soluções necessárias para a melhoria constante da qualidade da agricultura nacional, além de contribuir com a identificação e solução de problemas que possam prejudicar o desempenho das culturas agrícolas”, comenta. Sobre a FMC Há mais de um século, a FMC Corporation atende aos mercados globais de agricultura, industrial e de consumo com soluções e aplicações inovadoras e produtos de qualidade. Em 1o de novembro de 2017, a FMC adquiriu uma parcela significativa do setor de Proteção de Culturas da DuPont. A receita pro forma de 2016 da FMC foi de aproximadamente US$4 bilhões.1 A FMC emprega mais de 7.000 pessoas em todo o mundo e opera seus negócios em dois segmentos: FMC Agricultural Solutions e FMC Lithium. Para obter mais informações, visite www.FMC.com e www.fmc.com.br
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  • 03/07/2018 | Ribeirão Preto
  • Manejo de nematoides na cultura da batata
  • No Brasil, a principal forma de consumo da batata é in natura. Com isso, muito importa o aspecto dos tubérculos a serem comercializados...
  • No Brasil, a principal forma de consumo da batata é in natura. Com isso, muito importa o aspecto dos tubérculos a serem comercializados, onde qualquer tipo de deformação ou alteração visual torna-os inviáveis para o mercado e consumo. Problemas de ordem fitossanitária causam prejuízos diretos na produção ou na qualidade da batata, representando sérios riscos à cultura em praticamente todas as regiões onde é cultivada. Dentre as pragas que afetam a cultura, mundialmente, os fitonematoides representam perdas médias anuais de 12%, podendo até comprometer toda a produção. No País, vários gêneros fitoparasitas são encontrados afetando o desenvolvimento da cultura, sendo o nematoide das galhas (Meloidogyne spp.) e o nematoide das lesões (Pratylenchus spp.) os principais. O nematoide das galhas é considerado um dos mais agressivos à batata em condições tropicais, de clima temperado e subtropicais. Estes organismos são vermes microscópicos que penetram nas raízes das plantas de batata e induzem a formação de galhas (engrossamentos) nas raízes, afetando assim a absorção de água e nutrientes e, posteriormente, causam “pipocas" nos tubérculos. Além disso, plantas debilitadas em função do parasitismo desse nematoide podem se tornar vulneráveis a infecções secundárias por patógenos fúngicos e bacterianos que evoluem para murchas e/ou podridões. Apesar de M. javanica ser a espécie mais frequente do nematoide das galhas nas diferentes regiões brasileiras onde se cultiva batata, também se registra a ocorrência de M. incognita, M. arenaria e M. hapla, sendo as três primeiras mais adaptadas a temperaturas com ampla variabilidade, e a última a climas mais amenos. Ciclo de vida A partir da eclosão, o nematoide das galhas desenvolve todo o seu ciclo de vida no interior da raiz da planta. O seu ciclo vital envolve quatro estádios juvenis até chegar à fase adulta (machos e fêmeas) e pode variar de 20 dias a mais de 60 dias, dependendo das condições climáticas, da espécie do nematoide e da planta envolvida. Este nematoide pode completar até três ciclos e, posteriormente, invadir os tubérculos inviabilizando a sua comercialização. Desta forma, o conhecimento do ciclo de vida é importante para tomar decisões no controle dessa praga, pois em diferentes regiões do País são utilizadas cultivares que apresentam tanto ciclos curtos quanto ciclos vegetativos mais prolongados. No entanto, estudos mais precisos quanto ao ciclo do nematoide das galhas associado à resistência genética, ainda são incipientes em nossas condições. Sintomatologia Os principais sintomas causados pelo gênero Meloidogyne são caracterizados pela formação de galhas nas raízes das plantas de batata infectadas pelo verme. Quando o ataque é intenso, ocorre também murcha das plan­tas nas horas mais quentes do dia, o que se torna ir­reversível com o passar do tempo. Pode ocorrer também o aparecimento de “pipocas", que geralmente surgem quando os tubérculos de batata são oriundos de áreas de cultivo com alta infestação, o que afeta sua aparência e posterior comercialização. Além disso, tubérculos infectados favorecem a disseminação do nematoide em novas áreas, caso esses tubérculos sejam usados como batata-semente, e também contribui para o aumento da população na área uma vez que alguns produtores ainda preferem deixar o tubérculo na terra a arcar com os custos da colheita, já que não se prestam à comercialização. Manejo de nematoides A fim de reduzir os prejuízos causados por nematoides na cultura da batata, deve-se considerar a cultivar, a época de plantio e o nível de infestação do solo em que será feito o plantio. A partir destes aspectos, as medidas mais indicadas no controle dos nematoides na cultura, nas condições brasileiras, é o plantio de tubérculos-sementes sadios em áreas sem a presença do patógeno e a rotação de culturas com espécies vegetais más hospedeiras. A utilização de nematicidas na cultura requer cautela na aplicação. O uso da resistência genética é considerado uma das práticas de controle mais desejadas por ser economicamente viável e acessível aos produtores, e não representar riscos à saúde humana e ao meio ambiente. Entretanto, existem poucos materiais genéticos resistentes a Meloidogyne spp. disponíveis no mercado brasileiro. Situação semelhante ocorre em relação ao nematoide das lesões, pois mesmo ocorrendo em diferentes regiões produtoras de batata no Brasil, pouco se sabe sobre o nível de resistência das cultivares comercializadas no País a Pratylenchus spp. Assim, fica evidente que para o controle dos nematoides ser efetivo, deve haver a integração de várias medidas, que incluam desde a escolha da área de plantio e da batata-semente até a colheita. Pesquisa em andamento Atualmente, uma série de estudos relacionados à prospecção de fontes de resistência a Meloidogyne spp. tem sido realizados pela Embrapa, cujos resultados relacionam resistência de alguns genótipos a determinadas espécies do nematoide das galhas. Porém, ainda não há material comercial com alguma resistência à M. javanica, sendo um dos pontos a serem focados pelos programas de melhoramento da cultura. Da mesma forma, trabalhos relacionados ao limiar de dano econômico da praga, ao período de cultivo e à qualidade de tubérculos de batata destinados para o processamento industrial vêm sendo conduzidos em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) na busca por alternativas viáveis no manejo de áreas infestadas pelo nematoide das galhas. Fonte: Revista Cultivar - https://bit.ly/2NoEtPr
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  • 02/07/2018 | Campinas
  • Sintomas do ataque e manejo de nematoide em cenoura
  • A cultura da cenoura é acometida por diferentes patógenos, que muitas vezes inviabilizam a produção.
  • A cultura da cenoura é acometida por diferentes patógenos, que muitas vezes inviabilizam a produção. Destacam-se os fitonematoides responsáveis por grandes perdas no cultivo, constituindo-se em constante preocupação por parte dos produtores e interesse de pesquisadores. Nematoides do gênero Meloidogyne possuem ampla gama de plantas hospedeiras, incluindo mais de duas mil espécies vegetais suscetíveis, dentre as quais figuram várias olerícolas, como abóbora, alface, berinjela, cenoura, pepino, tomate, pimenta, pimentão e outras. O conhecimento da ocorrência destes agentes patogênicos permite a adoção de medidas conjuntas, principalmente preventiva, auxiliando o produtor na redução dos danos à cultura. A ocorrência destes patógenos não se limita apenas aos principais estados produtores como Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul. Também encontra condições favoráveis ao seu desenvolvimento na região norte de Mato Grosso, causando perdas totais em áreas comercialmente cultivadas com cenoura. Danos em cenoura Os nematoides formadores de galhas (Meloidogyne spp.) representam um dos principais problemas fitossanitários em hortaliças nos trópicos. A estimativa de perdas varia muito entre as diferentes culturas. Em cenoura, podem chegar a 100%, dependendo de fatores como densidade populacional, suscetibilidade da cultivar, espécie de nematoide, classe de solo e condições ambientais, em especial, a combinação de cultivares suscetíveis plantadas em solos com altos níveis populacionais do patógeno. Todavia, mesmo em baixas infestações a produção pode ser comprometida em até 25%. As perdas geralmente ocorrem devido à redução na quantidade e na qualidade do produto colhido. Os danos mais significativos são resultantes do ataque dos nematoides das galhas, geralmente, M. incognita e M. javanica que possuem maior distribuição territorial nas diferentes regiões brasileiras, embora outras espécies como M. hapla e M. arenaria sejam observadas em áreas isoladas do país. Na cultura da cenoura no Brasil, as espécies de Meloidogyne mais comuns são M. incognita e M. javanica. Epidemiologia Vários fatores interferem na reprodução e no desenvolvimento dos nematoides, como temperatura e umidade do solo. Temperaturas do solo em torno de 15ºC a 30°C são ótimas para a reprodução. Podem tornar-se inativos entre 5ºC e 15°C e entre 30ºC e 40°C. Abaixo ou acima desses limites, as temperaturas podem ser letais, dependendo do tempo de exposição. Quanto à umidade do solo, normalmente, a condição ótima para a planta é a ótima para o nematoide. Solos secos ou saturados de água são sempre desfavoráveis à sobrevivência desses nematoides. Assim, os principais fatores que afetam a sobrevivência e a movimentação de Meloidogyne no solo são a temperatura do solo, a umidade e a aeração. Um aspecto importante do ciclo de vida desses patógenos é que a fêmea pode produzir em média 500 ovos a mil ovos depositados geralmente na superfície das raízes, podendo ser visualizados a olho nu. O ciclo de vida do nematoide é de 21 a 45 dias, dependendo das condições ambientais. Sintomas Os danos causados pelo nematoide das galhas (Meloidogyne spp.) são refletidos na parte aérea das plantas, com redução no desenvolvimento, amarelecimento e queda prematura das folhas, tamanho desigual das plantas, com vários graus de nanismo, além de murchamento nas horas mais quentes do dia, devido à redução da absorção e translocação de água e nutrientes pela planta hospedeira, decorrente do volume radicular reduzido e sistema vascular desorganizado, devido à formação de galhas. Os sintomas típicos da doença em áreas com alta infestação, como observados na região de Alta Floresta, Mato Grosso, foram a presença de galhas nas raízes (conhecidas popularmente como “pipocas"), deformação, bifurcação e alteração na superfície das raízes (tornando-as ásperas), desenvolvimento da parte aérea reduzido, folhas amareladas, raízes com tamanho reduzido e deformadas devido à presença das galhas. Com a evolução da doença ocorre redução no peso das raízes, plantas com cenouras curtas, frequentemente bifurcadas, o que interfere na classificação comercial do produto. Medidas de controle Os métodos mais eficientes de controle de nematoides são a resistência genética e a rotação de cultura. Considerando que depois de introduzidos é praticamente impossível eliminar os nematoides do solo, e como a cenoura é uma cultura anual, os danos serão maiores quanto mais altos forem os níveis da população inicial no solo. Assim, medidas de controle que reduzam a população inicial ou diminuam a capacidade infectiva dos nematoides devem ser priorizadas: - Prevenção: o impedimento da disseminação desses patógenos ao usar material de plantio livre de nematoides, evitar o trânsito de pessoas, animais, implementos e equipamentos agrícolas de áreas contaminadas para áreas livres, constituem as medidas mais importantes e o melhor princípio de defesa para controle de nematoides; - Usar variedades resistentes ou tolerantes quando disponíveis: a resistência genética de plantas aos nematoides é um dos métodos mais eficientes e econômicos de evitar as perdas ocasionadas por estes patógenos. Vale ressaltar que, no Brasil, o desenvolvimento de cultivares adaptadas para cultivo, em especial cultivares tolerantes ao calor e com resistência às principais doenças de folhagem e com melhor qualidade de raiz, tem permitido a expansão das áreas de cultivo para as regiões Nordeste e Centro-Oeste do país, com realização de plantio e colheita o ano inteiro nestas regiões. - Eliminação de restos de culturas e plantas hospedeiras: essa prática nem sempre recebe a atenção merecida pelos produtores. Na ausência da planta hospedeira, a sobrevivência dos nematoides é afetada por condições climáticas, como temperatura e umidade do solo. Após a colheita, as raízes de determinadas plantas continuam vivas por diversas semanas, servindo como fonte de inóculo de nematoides ou outros patógenos de solo. - Rotação de cultura: é um dos métodos mais recomendados no manejo de nematoides em culturas anuais ou perenes de ciclo curto. A rotação com plantas não hospedeiras favorece a redução da população do patógeno. Em geral, dois anos de rotação sucessiva com gramíneas e leguminosas reduz drasticamente a população do nematoide no solo; - Pousio: a manutenção da área sem o cultivo de qualquer planta, com aração e gradagens periódicas, seguidas da manutenção da área limpa e sem vegetação, pode reduzir substancialmente a população de nematoides no solo, chegando, no caso do nematoide-das-galhas, a 90% após 3-4 meses de pousio; - Plantas antagonistas: são hospedeiras desfavoráveis, em que o nematoide penetra, mas poucos conseguem se desenvolver. É um dos métodos culturais mais estudados para o controle de nematoides. Dentre as espécies mais estudas, tem-se do gênero Tagetes, Mucuna e Crotalaria. Tem-se verificado redução significativa da população de M. javanica em cenoura no Brasil, com uso de Crotalaria spectabilis e Tagetes spp., podendo ser, ainda, usadas como adubo verde; - Controle biológico: representa importante alternativa de medida de controle de nematoides, por meio do uso de diversos predadores e parasitas, como bactérias, fungos, insetos e outros nematoides; - Controle químico: os nematicidas registrados no Brasil para a cenoura são granulados do grupo carbofuran e devem ser usados adequadamente de acordo com as recomendações do fabricante; Importante lembrar que plantas com sintomas de incidência de nematoides devem ser encaminhadas para análise em laboratório especializado, a fim de diagnose e adoção de medidas de controle adequadas. Considerações finais Cabe ao produtor e/ou profissional especializado fazer pesquisa prévia antes da instalação da cultura, para escolha da cultivar que melhor se adapte à região e, estar informado sobre os principais patógenos de ocorrência na área. Lembrando que são encontradas, normalmente, no mercado, sementes de várias cultivares de cenouras, sendo que cada cultivar tem características próprias quanto ao formato das raízes, resistência às doenças e, principalmente, quanto à época de plantio. Em se tratando de nematoides, considerar que os métodos mais eficientes de controle são a resistência genética e a rotação de cultura. Afinal, lugar de galhas não é nas raízes. A cenoura A cenoura (Daucus carota L.) é uma olerícola da família Apiaceae, do grupo das raízes tuberosas, cultivada em larga escala com ampla versatilidade culinária tornando-se uma das hortaliças mais cultivadas no mundo. Presente na alimentação dos brasileiros destaca-se entre as cinco principais hortaliças cultivadas no Brasil em ordem de importância econômica. Anualmente são cultivados mais de 25 mil hectares, o que resulta em uma produção de mais de 750 mil toneladas/ano A parte comercial é a raiz pivotante, tuberosa, carnuda, lisa, reta e sem ramificações, de formato cilíndrico e coloração alaranjada, devido ao elevado teor de betacaroteno, sendo considerada a melhor fonte vegetal de vitamina A. Rica em carotenoides, potássio e fibras, a cenoura constitui importante alimento. O bom desenvolvimento da raiz é alcançado quando encontra ótimas condições físicas no solo para se desenvolver sem deformações. Fonte: Revista Cultivar - https://bit.ly/2IQNygD
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  • 02/07/2018 | Campinas
  • Manejo da podridão da coroa e do bulbo da cebola, causada por nematoide
  • Na cultura da cebola diversas doenças atacam o sistema radicular e a parte aérea, causando prejuízos durante todo o ciclo da cultura.
  • Na cultura da cebola diversas doenças atacam o sistema radicular e a parte aérea, causando prejuízos durante todo o ciclo da cultura. Dentre essas doenças, uma das mais significativas, tanto a campo quanto em armazenamento, é a podridão da coroa e do bulbo causada pelo nematoide Ditylenchus dipsaci. O nematoide D. dipsaci (Kühn) Filipjev pertence à classe Secernentea, ordem Tylenchida, subordem Tylenchina, superfamília Tylenchoidea, subfamília Anguininae, família Anguinidae. Este fitonematoide foi detectado no país em 1979, inicialmente na cultura do alho. Devido à expansão de novas áreas de cultivo e à produção de bulbilho fiscalizado não ter sido suficiente para suprir esta demanda, principalmente em Santa Catarina, vários produtores adquiriram bulbilhos no comércio que seriam utilizados para o consumo e que estariam contaminados com o nematoide, ocorrendo assim sua ampla disseminação (Tihohod, 1993). O ciclo de vida de D. dipsaci varia de 19 a 23 dias, a 15ºC, até atingir o estádio adulto. Ele sai do ovo dois dias após a oviposição e durante esse ciclo passa por quatro ecdises, sendo que uma ocorre ainda no ovo (Figura 1A, B). O acasalamento é necessário para sua reprodução e a fêmea começa a oviposição quatro dias depois de adulta. Cada fêmea deposita em torno de oito a dez ovos por dia durante 25 a 50 dias, podendo totalizar 200 ovos a 500 ovos durante os 45 a 73 dias que podem viver (Tihohod, 1993). A sobrevivência de fitonematoides varia conforme a espécie, porém, Ditylenchus dipsaci é um dos poucos que têm a forma de sobreviver através da anidrobiose, quando reduz sua atividade metabólica e pode permanecer dormente por até 23 anos (Wordell Filho, 2006). Espécies de plantas daninhas como Gnaphalium spicatum (macela branca), Oxalis corniculata (trevo), Amaranthus deflexus (caruru) são consideradas hospedeiras enquanto Bidens pilosa (picão preto) e Galinsoga ciliata (picão branco) têm pouca importância na sobrevivência do nematoide (Fonseca et al, 1999). Porém, no Alto Vale do Itajaí, em decorrência da oferta de área para o cultivo da cebola, a cultura normalmente é semeada sem rotação na mesma área, o que torna possível a sobrevivência do nematoide no solo, em plantas daninhas hospedeiras e em plantas de cebola “guachas” que permanecem na lavoura (Figura 1H). A contaminação de plantas de cebola ocorre pela penetração do nematoide inibindo a germinação da semente (Figura 1I, J, K) ou no tecido da coroa e do bulbo abaixo da superfície do solo (Figura 1B). O nematóide coloniza os tecidos internos da raiz, bulbo, pseudocaule, podendo atingir as folhas (Figura 1C, D, E). Enzimas pectolíticas são essenciais para a dissolução da lamela média e para o estabelecimento do parasitismo dentro das escamas (Figura 1F), o que acaba escurecendo os tecidos devido à ação dos fenóis (Wordell Filho, 2006). Na lavoura, o nematoide acaba sendo disseminado através da água de irrigação e de chuva e da movimentação do solo pelo trânsito de máquinas, equipamentos e pessoas. O Alto Vale do Itajaí apresenta alguns focos da doença e pressupõe-se que possa ter sido introduzida de duas maneiras: através de produtores da região, que cultivam cebola também no meio oeste catarinense e que, ao usar áreas anteriormente cultivadas com alho, podem ter contaminado máquinas e implementos utilizados no preparo do solo, introduzindo o nematoide na região; pela cebola contaminada trazida dessas regiões por produtores ou comerciantes para ser armazenada e/ou beneficiada e o descarte ser depositado em áreas de cultivo do Alto Vale do Itajaí. Nesse informativo estão descritos os sintomas clássicos causados por D. dipsaci, além de medidas de manejo da doença. Sintomas Os sintomas durante a germinação acabam retardando o desenvolvimento de plântula. Nessa fase o nematoide é atraído pelo cotilédone, que após invadir, engrossa o tecido e tomba a plântula. As plantas atacadas apresentam o pseudocaule engrossado e esponjoso e as folhas cloróticas e retorcidas. O lançamento de novas folhas ocorre no mesmo ponto apresentando um aspecto de espanador ou pincel. Essas folhas ficam flácidas fazendo o tombamento de toda a parte aérea entre duas a três semanas e formando reboleiras nas lavouras. No bulbo ocorre rompimento das escamas externas, fazendo com que ocorra o apodrecimento por penetração de bactérias e como consequência expelindo forte odor. O bulbo internamente apresenta-se esponjoso com aspecto farináceo, em que as escamas internas encontram-se soltas (Figura 1G), facilitando a invasão por bactérias que acabam decompondo o bulbo no campo ou no armazenamento. Manejo do nematoide D. Dipsaci D. dipsaci tem potencial de causar 100% de dano na cultura, o que pode ocorrer a campo ou no armazenamento. Portanto, as medidas preventivas são extremamente importantes (Quadro 1) Quadro 1 - Medidas preventivas contra D. dipsaci não cultivar em área com histórico da doença; não se devem utilizar máquinas ou equipamentos que tenham vindo de áreas externas à propriedade, ou se for inevitável, devem ser lavadas com água e/ou solução desinfestante antes do uso. Vale ressaltar, que é uma prática comum no Alto Vale do Itajaí o empréstimo entre vizinhos ou pela prestação de serviço pela Secretaria da Agricultura das prefeituras, aumentando o risco de disseminação do nematoide; as sementes devem ser fiscalizadas e adquiridas com nota fiscal de venda; utilizar muda produzida de área isenta do nematoide; deve se inspecionar a lavoura com frequência para detectar precocemente focos da doença; se houver confirmação do nematoide na área essa deve ser isolada e evitar o trânsito de máquinas, equipamentos e pessoas; deve-se evitar o escoamento superficial da chuva ou irrigação que acabe transportando o nematoide junto ao solo e/ou água para outras áreas; no momento da colheita, plantas com suspeita do nematoide devem ser retiradas para evitar danos durante o período de armazenagem; o descarte de palha ou de bulbo deve ser feito em local isolado e nunca retornar à lavoura; todo resto cultural deve ser destruído após a colheita através do enterrio ou se possível compostado; eliminar após a colheita toda planta espontânea que possa servir como hospedeira do nematoide; eliminar toda planta de cebola “guacha” que permanece vegetando na lavoura; priorizar a cobertura vegetal para aumentar a umidade do solo, já que essa diminui a sobrevivência do nematoide; recomenda-se a adubação orgânica, pois propicia o desenvolvimento da microbiota do solo, agindo no parasitismo do nematoide; a calagem e a adubação mineral devem seguir as recomendações da análise de solo, fazendo com que a planta esteja equilibrada; o excesso de nitrogênio pode favorecer a penetração devido aos tecidos estarem mais flácidos e aquosos; deve ser realizada a rotação de culturas com espécies não hospedeiras, como milho, soja, feijão por um período mínimo de 30 meses (Becker, 1993), juntamente com a eliminação das ervas daninhas hospedeiras. Apesar de alguns produtores utilizarem produtos de base biológica, não há informações concretas quanto a sua eficácia agronômica chanceladas pela pesquisa. Na literatura, até o momento, não consta nenhuma informação para o controle desse nematoide através da biofumigação e solarização do solo. Para essa doença na cultura da cebola, não se tem nenhum agroquímico registrado, mas com a preocupação gerada pelos danos, os produtores acabam utilizando produtos de forma indiscriminada, principalmente após a constatação da doença. Além disso, com o uso desses agroquímicos podem ocorrer outros problemas como fitotoxicidade à cultura, resistência do nematoide ao princípio ativo e contaminação dos bulbos. Fonte: Revista Cultivar - https://bit.ly/2NoEKBX
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  • 02/07/2018 | Campinas
  • Como combater os nematoides?
  • Descubra formas de combater e se prevenir.
  • O controle de nematoides é uma das maiores preocupações não só para a agricultura brasileiras, mas de todo o mundo. Não à toa, quando infestadas por esses parasitas, as plantas sofrem uma grande redução de sua produtividade. A praga pode se alastrar por várias culturas e proporcionar danos que podem reduzir na totalidade a produtividade de um cultivo, dependendo do tipo de nematoide, da área afetada e das condições ambientais da região. Diante disso, saber como combater o nematoide é fundamental, sendo a melhor forma de combatê-los a prevenção – ou seja: evitar a entrada dos parasitas na área de produção. Lembre-se que os nematoides se movimentam muito lentamente e por distâncias pequenas, sendo as formas indiretas sua maior forma de dispersão. Um solo fértil e equilibrado é outra excelente arma nesse combate, destacando-se como uma das formas mais eficientes na prevenção e controle de nematoides. Utilizar-se de adubos orgânicos, como cobertura vegetal e esterco, proporciona plantas mais fortes e resistentes aos parasitas. Além disso, a matéria orgânica estimula o aumento da população de microrganismos de solo, em especial de inimigos naturais da praga como fungos e bactérias. Experimente realizar também a rotação de culturas com plantas não hospedeiras ou antagonistas, por exemplo. Em outras palavras: plantas que não multiplicam os nematoides ou plantas que produzem substâncias tóxicas aos mesmos. Existem ainda outras formas de prevenção que ajudam bastante: - Manter seu maquinário sempre limpo; - Evitar acesso de pessoas e animais domésticos em áreas infestadas; - Limpar os reservatórios de água e os canais de irrigação; - Realizar o controle biológico, uma vez que os nematoides possuem alguns inimigos naturais que os combatem; - Uso de nematicidas químicos.
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  • 25/06/2018 | Campinas
  • Quais culturas são afetadas pelos nematoides?
  • Descubra como os parasitas atacam a sua lavoura.
  • Ao longo dos últimos anos, os nematoides se tornaram motivo de enorme preocupação para os agricultores brasileiros. Com ampla distribuição geográfica – podem ocorrer em praticamente todas as regiões de importância agrícola do país – além de apresentarem alta capacidade de causar perdas de produtividade em diversas culturas – esses parasitas se tornaram um inimigo que merece atenção especial. Entre as principais culturas afetadas pelos nematoides, destacamos o algodão, a batata, o café, a cana, o milho e a soja. Os prejuízos causados pelos parasitas podem ser enormes. Entretanto, a severidade do dano depende de uma série de fatores, tais como: a espécie de nematoide envolvida, o nível de infestação, as condições climáticas e o tipo do solo. No Brasil, os maiores danos costumam ser causados por Meloidogyne javanica, M. incognita, Heterodera glycines, Pratylenchus brachyurus, Pratylenchus zeae e Rotylenchulus reniformis. Para identificar corretamente os nematoides, fique atento a alguns sinais como: o aparecimento de folhas amarelas e de galhas radiculares, plantas murchas e até mortas. Caso a suspeita ocorra, o próximo passo é bem simples, basta enviar algumas amostras de raízes e solo para análise em laboratório. Com o diagnóstico correto em mãos, você saberá exatamente com quais espécies de parasita está lidando e poderá definir com eficácia quais estratégias utilizar no controle da praga.
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  • 25/06/2018 | Campinas
  • Os diferentes tipos de nematoides.
  • Descubra as principais espécies de nematoides que atacam suas culturas.
  • Identificar corretamente um tipo de nematoide não é uma tarefa simples. Chamados de inimigos ocultos dos produtores por serem quase sempre invisíveis a olho nu, estes parasitas se dividem em várias espécies e atingem diversas culturas. Entre as principais afetadas estão a da soja, milho, algodão, feijão, café, cana-de-açúcar e batata, todas elas sujeitas a lesões e prejuízos significativos quando atacadas pela praga. Exames laboratoriais das áreas onde existe a suspeita de nematoides são a melhor forma de constatar a presença dos parasitas. Com os resultados em mãos, você poderá traçar ações e medidas preventivas e de controle da praga. Conhecer as principais espécies de nematoides que atacam as culturas também é de grande ajuda para o produtor e agricultor. Na cultura da soja, por exemplo, os principais nematoides são o de Galha (Meloydogine incognita e Meloydogine javanica), o Nematoide das Lesões Radiculares (Pratylenchus brachyurus) e, ainda, o Nematoide de Cisto da Soja (Heterodera glycines). Nas demais culturas, podemos destacar: - Milho: Nematoide de Galha (Meloydogine incognita e Meloydogine javanica) e o Nematoide das Lesões Radiculares (Pratylenchus brachyurus). - Algodão: o Nematoide de Galha (Meloidogyne incognita), o Nematoide Reniforme (Rotylenchulus renififormis) e o Nematoide das Lesões Radiculares (Pratylenchus brachyurus). - Feijão: Pratylenchus brachyurus e os Nematoides de Galha Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica. - Café: Meloidogyne spp. (Nematoide de Galha) e Pratylenchus spp. (Nematoide das Lesões Radiculares). - Cana-de-Açúcar: Meloidogyne javanica, Meloidogyne incognita, Pratylenchus zeae e Pratylenchus brachyurus. - Batata: Nematoide de Galha (Meloidogyne spp.) e Nematoide das Lesões Radiculares (Pratylenchus spp). Fontes: http://www.nematoides.com.br/index/ https://www.grupocultivar.com.br/
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  • 25/06/2018 | Campinas
  • Manejo integrado de nematoides.
  • Entenda a importância das da técnica.
  • Quem é produtor ou agricultor já deve ter ouvido falar do manejo integrado. Em resumo, o termo refere-se a um conjunto de técnicas de controle de pragas ou doenças – como produtos químicos, agentes biológicos e manejo de cultura – que, quando aplicadas corretamente, se tornam uma alternativa altamente eficaz para proteger suas culturas de diversos problemas. Entre eles, os nematoides. O MIN, como é chamado o manejo integrado de nematoides, é de grande importância para a proteção de suas culturas. A ação evita a entrada dos parasitas na sua produção, utilizando, por exemplo, rotação de culturas com plantas não hospedeiras, controle biológico e adição de matéria orgânica. Os benefícios são inúmeros. Por exemplo: culturas sadias e sem os prejuízos causados pelos nematoides resultam em uma maior produtividade e, por consequência, em uma maior rentabilidade. Além disso, através do monitoramento do MIN é possível saber com certeza quando um controle de nematoides é necessário. Levando tudo isso em conta, é seguro afirmar que o manejo integrado, quando utilizado de forma correta e planejada, é uma das grandes armas dos agricultores e produtores no combate aos nematoides. Continue de olho em nossas matérias para não perder outras dicas de proteção e prevenção de suas culturas. Fontes: http://www.nematoides.com.br/index/ http://www.usp.br/portalbiossistemas/
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  • 25/06/2018 | Campinas
  • Quais danos os nematoides causam nas culturas?
  • Diferentes culturas são afetadas por diferentes tipos de nematoides.
  • Diferentes culturas são afetadas por diferentes tipos de nematoides. Os danos variam, dependendo da espécie do parasita e da plantação em questão. Abaixo, listamos alguns dos principais impactos causados pelos nematoides na agricultura brasileira: - Cultura de Algodão: Atingida principalmente pelo nematoide das galhas, o reniforme e o das lesões radiculares. Entre os impactos causados, está a redução de 20% a 30% da produtividade. O nematoide das galhas pode causar perdas maiores, ao redor de 40%. - Cultura de Batata: Atingida principalmente pelo nematoide reniforme e das galhas. As batatas afetadas murcham, apresentam folhas amarelas e normalmente crescem pouco. Os parasitas do gênero Meloidogyne causam galhas nas superfícies dos tubérculos. Já os nematoides das lesões costumam entrar nos tubérculos pelas lenticelas, e daí invadir tecidos em volta, produzindo lesões circulares de tamanho variável, conforme a população do parasita e o grau de resistência da batata. Além disso, às vezes as lesões formadas pelos nematoides podem ser colonizadas por micro-organismos saprófitos e o tubérculo se tornar imprestável para comercialização. - Cultura de Café: No cafeeiro, os nematoides mais danosos são o das galhas e o das lesões radiculares. As plantas atacadas apresentam diversos tipos de sintomas, como a presença de galhas nas raízes, clorose, redução e deformação do sistema radicular, decréscimo da eficiência das raízes em absorver e translocar água e nutrientes, menor crescimento da parte aérea, desfolhamento em reboleiras e menor produção, culminando com a morte. - Cultura de Milho: Dos nematoides que parasitam o milho os nematóides do gênero Pratylenchus spp. são os de maiore importância, com destaque para as espécies de Pratylenchus brachyurus e Pratylenchus zeae. Os sistemas radiculares parasitados por nematoides são menos eficientes na absorção de água e nutrientes da solução do solo. Uma planta parasitada tem seu crescimento reduzido, apresenta sintomas de deficiências minerais e a produção é reduzida. Uma cultura de milho atacada por nematoides apresenta, em sua parte aérea, os seguintes sintomas: plantas enfezadas e cloróticas, sintomas de murcha durante os dias quentes, com recuperação à noite, espigas pequenas e mal granadas. Esses sintomas dão à cultura do milho uma aparência de irregularidade, podendo aparecer em reboleiras ou em grandes extensões. - Cultura de Soja: No Brasil, as espécies Meloidogyne javanica e M. incognita de nematoides formadores de galhas destacam-se pelos danos que causam à soja. Nas áreas onde ocorrem, observam-se manchas em reboleiras nas lavouras, onde as plantas de soja ficam pequenas e amareladas. As folhas das plantas afetadas normalmente apresentam manchas cloróticas ou necroses entre as nervuras. Nas raízes das plantas atacadas observam-se galhas em números e tamanhos variados, dependendo da suscetibilidade do cultivo de soja e da densidade populacional do nematoide. Fontes: http://www.nematoides.com.br/index/
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  • 25/06/2018 | Campinas
  • O que são os nematoides?
  • Aprenda como identificar os parasitas e proteger suas culturas.
  • Eles são minúsculos no tamanho, mas podem causar um enorme estrago em sua plantação: os chamados nematoides, seres geralmente microscópios, merecem atenção especial do agricultor devido à sua grande diversidade e difícil diagnóstico. A primeira coisa para ter em mente sobre os nematoides é que, apesar de pequenos, eles representam uma séria ameaça às suas culturas, como cana-de-açúcar, soja, café, milho, batata, hortaliças e café. Atacam principalmente o sistema radicular, bulbos e tubérculos. O resultado: a produtividade da plantação fica amplamente reduzida e comprometida. Para combater esse problema é necessário, inicialmente, saber identificá-lo. Por serem parasitas que atacam as raízes das plantas, prejudicando a absorção e a translocação de água e nutrientes, os nematoides geram sintomas que se assemelham às deficiências nutricionais. Manchas amarelas, desfolhamento, engrossamento das raízes e necrose são sinais que devem ser investigados. Devido à inúmera quantidade de espécies de nematoides, no entanto, um diagnóstico quali-quantitativo preciso e confiável só é possível com o envio de amostras de raízes para análise em laboratório. Prevenir a entrada de nematoides em sua plantação é fundamental. Para controlar os parasitas, seu maquinário deve ser limpo com regularidade, uma vez que torrões aderidos aos pneus são levados para outras áreas da fazenda, colaborando assim para a dispersão da praga. Uma forma de evitar o agravamento do problema com nematoides é a chamada rotação de culturas. Plantações como de soja, milho e algodão, parasitadas pelos mesmos tipos de nematoides, se cultivadas em safras sucessivas, favorecem a multiplicação e dispersão dos parasitas. Busque então a utilização de variedades resistentes às espécies de nematoides presentes em sua área e em algumas situações a utilização de culturas não hospedeiras ou culturas antagonistas pode ser necessária.
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  • 20/06/2018 | Campinas
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